quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Caminhando e cansando e seguindo a canção...

Meu cansaço só me traz mau humor no final do dia em que me cansei. No dia seguinte, acordo bem, ainda com resquícios cansados, mas ao olhar o novo dia, seja ensolarado ou chuvoso, as energias estão de volta. Meu cansaço, hoje, não me traz preocupação. Acordo com a certeza de que estarei novamente cansado ao final deste dia em que escrevo, e seria muita pretensão se fosse generalizar os dias nada rotineiros que venho vivenciando.

Tenho trabalhado bastante, tentando manter uma boa alimentação, caminhadas quando o cansaço do dia anterior não foi tanto ou quando não tenho algum compromisso agendado pela manhã. Esta semana só consegui caminhar na segunda, logo ando bastante atarefado e cansado, não sei muito bem em que ordem especificamente.

Também tenho conhecido pessoas muito bacanas, iluminadas, com uma aura legal, nesta pesquisa que venho realizado como parte do meu mestrado. Vou repetir sempre que é muito bom fazer o que se gosta, o que se propos, isso me gera satisfação.

Claro que os Rolling Stones estavam corretos quando gritavam cantando I can get no sattisfaction. Esta satisfação ninguém pode, e nem vai, ter: geral, inderminada, válida para todos de forma igual. Acredito que satisfação seja algo muito particular, muda de pessoa para pessoa. Quando sei que estou satisfeito? Hirschman, e concordo com ele, diz que só podemos nos dar por satisfeitos quando estamos mais que satisfeitos, quando vamos além do que nos satisfaz.

Mas estes encontros, estas pessoas com quem venho me encontrando mostram como a solidariedade ainda está presente, a percepção do outro, e, principalmente, como eu posso cultivar também isso em mim.

Evidente que existem exceções (e onde elas não existem?), mas são minoria, como, por exemplo, uma pessoa de mais proximidade que falou, meio que brincando, meio que sério, quanto iria receber por uma entrevista para esta pesquisa. Soltei uma gargalhada tão grande que ele pareceu um tanto sem graça. Mas isso rola, desse interesse de levar alguma vantagem, ou o que se chama de utilitarismo. Quando acontece, eu rio. E funciona.

Cansado, mas animado, cheio de vida para mais um dia neste mundo de desafios, obstáculos, recompensas, carinho e amor, tudo junto aqui e agora.

2 comentários:

Elisangela Batista Barbosa disse...

Ora, ora, mas como não? Todos os dias são iguais na sua freqüência, mas tão, tão distintos no seu conteúdo e nas emoções que nos despertam! Isso me lembra do “Pequeno Tratado das Grandes Virtudes, do gentil André Comte-Sponville, ando curtindo ele um tanto... sabe aquela coisa de não perder a ternura, pois então, bem bom! Gostei de te ver escrevendo!

Vou passando por aqui para comentar, pode? Mas já até comentei... :O)

Beijos
Elis

Marcelo Castañeda disse...

Oi, figura!
Claro que pode comentar, também pode discordar, mostrar seu ponto de vista, dizer que gostou, que não gostou. Minha descrição de "quem sou" mostra isso...
No mais, beijocas!