Meu cansaço só me traz mau humor no final do dia em que me cansei. No dia seguinte, acordo bem, ainda com resquícios cansados, mas ao olhar o novo dia, seja ensolarado ou chuvoso, as energias estão de volta. Meu cansaço, hoje, não me traz preocupação. Acordo com a certeza de que estarei novamente cansado ao final deste dia em que escrevo, e seria muita pretensão se fosse generalizar os dias nada rotineiros que venho vivenciando.
Tenho trabalhado bastante, tentando manter uma boa alimentação, caminhadas quando o cansaço do dia anterior não foi tanto ou quando não tenho algum compromisso agendado pela manhã. Esta semana só consegui caminhar na segunda, logo ando bastante atarefado e cansado, não sei muito bem em que ordem especificamente.
Também tenho conhecido pessoas muito bacanas, iluminadas, com uma aura legal, nesta pesquisa que venho realizado como parte do meu mestrado. Vou repetir sempre que é muito bom fazer o que se gosta, o que se propos, isso me gera satisfação.
Claro que os Rolling Stones estavam corretos quando gritavam cantando I can get no sattisfaction. Esta satisfação ninguém pode, e nem vai, ter: geral, inderminada, válida para todos de forma igual. Acredito que satisfação seja algo muito particular, muda de pessoa para pessoa. Quando sei que estou satisfeito? Hirschman, e concordo com ele, diz que só podemos nos dar por satisfeitos quando estamos mais que satisfeitos, quando vamos além do que nos satisfaz.
Mas estes encontros, estas pessoas com quem venho me encontrando mostram como a solidariedade ainda está presente, a percepção do outro, e, principalmente, como eu posso cultivar também isso em mim.
Evidente que existem exceções (e onde elas não existem?), mas são minoria, como, por exemplo, uma pessoa de mais proximidade que falou, meio que brincando, meio que sério, quanto iria receber por uma entrevista para esta pesquisa. Soltei uma gargalhada tão grande que ele pareceu um tanto sem graça. Mas isso rola, desse interesse de levar alguma vantagem, ou o que se chama de utilitarismo. Quando acontece, eu rio. E funciona.
Cansado, mas animado, cheio de vida para mais um dia neste mundo de desafios, obstáculos, recompensas, carinho e amor, tudo junto aqui e agora.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Para não perder o ritmo...
Antes que acabe a energia e fique na vontade, vou aproveitar alguns minutos que antecedem o clássico futebolístico Brasil X Itália para mais uma postagem. Assisti a poucos confrontos entre as duas seleções, um deles em 1989, em que o Brasil venceu a Itália com um gol de falta do zagueiro André Cruz, e a final da Copa de 1994, em que o Brasil se sagrou tetra campeão.
Vou lá me prostar em frente a TV, fazer um panelão de pipoca com suco de maracujá e ver o que vai acontecer. Hoje, assistindo ao Globo Esporte, um dos meus programas prediletos, soube que o Felipão foi demitido do seu emprego como treinador do Chelsea, da Inglaterra. Também soube que ele nem precisa mais trabalhar com a indenização que recebeu.
Não conheço o Felipão pessoalmente, mas acredito que ainda vai assumir o comando da seleção, antes da Copa de 2010...anotem!
No mais, torço pro Brasil, mas vamos encarar os atuais campeões do mundo, com 70% daquele time que foi campeão sem empolgar. Se o Dunga quiser mesmo ser o comandante brasileiro em 2010, melhor que trate de vencer, mesmo sem Kaká, com Ronaldinho Gaúcho mais gordo que eu e com Robinho abalado por acusações de estupro...
Fui...
Vou lá me prostar em frente a TV, fazer um panelão de pipoca com suco de maracujá e ver o que vai acontecer. Hoje, assistindo ao Globo Esporte, um dos meus programas prediletos, soube que o Felipão foi demitido do seu emprego como treinador do Chelsea, da Inglaterra. Também soube que ele nem precisa mais trabalhar com a indenização que recebeu.
Não conheço o Felipão pessoalmente, mas acredito que ainda vai assumir o comando da seleção, antes da Copa de 2010...anotem!
No mais, torço pro Brasil, mas vamos encarar os atuais campeões do mundo, com 70% daquele time que foi campeão sem empolgar. Se o Dunga quiser mesmo ser o comandante brasileiro em 2010, melhor que trate de vencer, mesmo sem Kaká, com Ronaldinho Gaúcho mais gordo que eu e com Robinho abalado por acusações de estupro...
Fui...
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Acreditar para ver...pode?
Ultimamente, tenho repetido a expressão do título e vou dedicar mais esta postagem curta a ela. Normalmente, escuto o inverso "quero ver pra crer", logo procurei fazer diferente este ano, em tudo!
Acredito em mim e aceito o que conseguir como resultado, sendo agradável ou não para minhas expectativas. Geralmente, se minha expectativas são exageradas é decepção na certa.
Isso vale também para o governo municipal atual de Nova Friburgo. Me coloquei em quarentena de um ano, tô acreditando para ver (ou cobrar, criticar, comentar) a partir de 2010 se valeu a pena acreditar. Apesar de algumas discordâncias, prefiro guardá-las comigo. Essa postura já me descola da intolerância, o que, por si só, se faz uma boa. Além disto, na prática, meu foco está em concluir meu mestrado até fevereiro de 2010, logo, muita atenção para este projeto, mesmo que isso signifique menor presença (ou uma presença mais acelerada) nas ruas friburguesas, nos cafés friburgueses (aliás, inaugurou um mega na Monte Líbano), muitas entrevistas, muita presença nos pontos de venda de alimentos orgânicos, por aí...
Mas, fechando, esta postura de "acreditar pra ver" me deixa bem mais zen, tô gostando disso!
Acredito em mim e aceito o que conseguir como resultado, sendo agradável ou não para minhas expectativas. Geralmente, se minha expectativas são exageradas é decepção na certa.
Isso vale também para o governo municipal atual de Nova Friburgo. Me coloquei em quarentena de um ano, tô acreditando para ver (ou cobrar, criticar, comentar) a partir de 2010 se valeu a pena acreditar. Apesar de algumas discordâncias, prefiro guardá-las comigo. Essa postura já me descola da intolerância, o que, por si só, se faz uma boa. Além disto, na prática, meu foco está em concluir meu mestrado até fevereiro de 2010, logo, muita atenção para este projeto, mesmo que isso signifique menor presença (ou uma presença mais acelerada) nas ruas friburguesas, nos cafés friburgueses (aliás, inaugurou um mega na Monte Líbano), muitas entrevistas, muita presença nos pontos de venda de alimentos orgânicos, por aí...
Mas, fechando, esta postura de "acreditar pra ver" me deixa bem mais zen, tô gostando disso!
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Feliz
"Hoje acordei com vontade de mandar flores ao delegado". O queria dizer Zeca Baleiro com essa estrofe? Não sei, não posso saber, mas hoje acordei com uma sensação parecida, de uma paz sarcástica, ao ponto de querer dizer a quem não gosta de mim que eu não desgosto, pois dizer que gosto seria cínico ou hipócrita.
Acordei com uma vontade de me sentir bem danada, isso já um bom começo para concretizar esta vontade, ainda acho que o contexto não determina ninguém, mas influencia. Tenho lido demais, ontem li pouco, hoje também. Dei uma refrescada para retomar meus trabalhos de leitura, interpretação, reflexão, relação, ralação e escrita. Tô numa fase boa demais (sô, como complementam os mineiros), tenho conhecido muita gente bacana, uma diferente da outra, tenho gostado disso, sempre gostei disso.
Percebo que quando tenho objetivos, planos, vontades e desejos e consigo realizá-los, isso me gera satisfação, bem-estar. Só posso falar de mim, não posso generalizar isso como uma regra, pois tem gente que não tem objetivo, que se sente bem também desta forma...
Esse objetivo não precisa necessariamente ser utilitarista ou mesmo pragmático, pode ser algo que nunca encontrarei, mas que me serve como guia a iluminar meu caminho no mundo.
Enfim, um tanto místico, um tanto misterioso, acordei alegre hoje e isso eu considero bom!
Acordei com uma vontade de me sentir bem danada, isso já um bom começo para concretizar esta vontade, ainda acho que o contexto não determina ninguém, mas influencia. Tenho lido demais, ontem li pouco, hoje também. Dei uma refrescada para retomar meus trabalhos de leitura, interpretação, reflexão, relação, ralação e escrita. Tô numa fase boa demais (sô, como complementam os mineiros), tenho conhecido muita gente bacana, uma diferente da outra, tenho gostado disso, sempre gostei disso.
Percebo que quando tenho objetivos, planos, vontades e desejos e consigo realizá-los, isso me gera satisfação, bem-estar. Só posso falar de mim, não posso generalizar isso como uma regra, pois tem gente que não tem objetivo, que se sente bem também desta forma...
Esse objetivo não precisa necessariamente ser utilitarista ou mesmo pragmático, pode ser algo que nunca encontrarei, mas que me serve como guia a iluminar meu caminho no mundo.
Enfim, um tanto místico, um tanto misterioso, acordei alegre hoje e isso eu considero bom!
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Morte ou transbordamento da política?
Estou a ler o livro Sociedade de risco global, do sociólogo alemão Ülrich Beck. Além de ser uma leitura interessante sobre a sociedade em que vivemos, também usarei na fundamentação teórica de meu projeto de mestrado.
Vou aqui, de forma desordenada, tentar abordar uma questão que este autor apresenta, que acaba por contestar a visão apocalíptica de uma certa crítica cultural, muito relacionada com o marxismo, que enxerga a morte da política ou um "beco sem saída". A contestação se dá através da observação de Beck acerca do que ele chama de "subpolítica", que consiste em uma espécie de transbordamento da política para esferas que até vinte, trinta anos atrás eram consideradas "à parte" do jogo político.
Neste sentido, a política no mundo atual invade o cotidiano, a família, a vida privada, a economia, as empresas, enfim, vai além da política institucional que pode ser observada nos parlamentos, sindicatos, entre outros. Logo, como falar em morte da política em um contexto como este?
Vou citar um exemplo claro que me veio à mente: a comunidade "Nova Friburgo" do Orkut. Grande parte de seus tópicos são referentes à questões políticas, tornando-se uma espécie de parlamento virtual onde a participação individual é livre e se faz de forma surpreendente para um prisma analítico que seja enviesado pelo pessimismo marxista.
Claro que Beck está vislumbrando um processo que está em seus primórdios, muito relacionado com os riscos e perigos que a radicalização da modernidade (ou seja, o sucesso da modernidade ao invés de sua crise ou dissolução...) oferece no que ele classifica como uma segunda modernidade na qual predomina globalização, individualização, revolução dos gêneros, subemprego e riscos globais como a crise ecológica e o colapso dos mercados financeiros globais.
Ah! Podem comentar...bom dia!
Vou aqui, de forma desordenada, tentar abordar uma questão que este autor apresenta, que acaba por contestar a visão apocalíptica de uma certa crítica cultural, muito relacionada com o marxismo, que enxerga a morte da política ou um "beco sem saída". A contestação se dá através da observação de Beck acerca do que ele chama de "subpolítica", que consiste em uma espécie de transbordamento da política para esferas que até vinte, trinta anos atrás eram consideradas "à parte" do jogo político.
Neste sentido, a política no mundo atual invade o cotidiano, a família, a vida privada, a economia, as empresas, enfim, vai além da política institucional que pode ser observada nos parlamentos, sindicatos, entre outros. Logo, como falar em morte da política em um contexto como este?
Vou citar um exemplo claro que me veio à mente: a comunidade "Nova Friburgo" do Orkut. Grande parte de seus tópicos são referentes à questões políticas, tornando-se uma espécie de parlamento virtual onde a participação individual é livre e se faz de forma surpreendente para um prisma analítico que seja enviesado pelo pessimismo marxista.
Claro que Beck está vislumbrando um processo que está em seus primórdios, muito relacionado com os riscos e perigos que a radicalização da modernidade (ou seja, o sucesso da modernidade ao invés de sua crise ou dissolução...) oferece no que ele classifica como uma segunda modernidade na qual predomina globalização, individualização, revolução dos gêneros, subemprego e riscos globais como a crise ecológica e o colapso dos mercados financeiros globais.
Ah! Podem comentar...bom dia!
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Garotinho no PSDB / RJ?
Se ficasse só neste título já seria suficiente. Pode ser boato, mas recentemente o jornal friburguês deu uma notinha sobre a (quase certa) entrada de Anthony Garotinho no PSDB para ser candidato a governador.
Minha reação inicial foi de espanto, para se seguir um alívio, pela minha recente identificação com esta legenda partidária não ter se convertido em uma filiação. Aliás, nunca me filiei a qualquer partido, sem aversões, mas nunca me filiei. Como aceitar um ser como este, mesmo que tenha condições de disputar com chances as eleições para governador do ano que vem?
Esse alívio veio junto com a reflexão sobre como pensam os caciques do naipe de FHC, José Serra, entre outros tucanos caso permitam esta filiação.
Será que não percebem que o melhor, como diz um nobre colega advogado tucano friburguês, é apoiar Gabeira em 2010 e se livrar de Garotinhos?
Minha reação inicial foi de espanto, para se seguir um alívio, pela minha recente identificação com esta legenda partidária não ter se convertido em uma filiação. Aliás, nunca me filiei a qualquer partido, sem aversões, mas nunca me filiei. Como aceitar um ser como este, mesmo que tenha condições de disputar com chances as eleições para governador do ano que vem?
Esse alívio veio junto com a reflexão sobre como pensam os caciques do naipe de FHC, José Serra, entre outros tucanos caso permitam esta filiação.
Será que não percebem que o melhor, como diz um nobre colega advogado tucano friburguês, é apoiar Gabeira em 2010 e se livrar de Garotinhos?
domingo, 1 de fevereiro de 2009
De cara nova...
Quem visita este blog notou uma mudança no formato, quem me conhece sabe que estou mudando o tempo todo, isso vira obsessão às vezes, mas, quase sempre, são questões que vem de dentro. Tive quatro e-mails diferentes em 2008. Em 2009, resolvi voltar para o que começou 2008, vai entender...
Daí a vontade de mudar a carinha do blog, sei lá, tava me sentindo enclasurado no fundo azul escuro do formato anterior, daí me propus a gastar algum tempo com isso.
Outra coisa, este é um espaço para falar de mim. Vez em quando encontrarão alguma análise mais profunda sobre a sociedade, mais provável que de Nova Friburgo. Estou muito distante da atual crise badalada pela mídia, como não tenho lido muito jornal ou mesmo assistido ao noticiário, estou realmente bem por fora, a não ser quando ouço algum colega comentar e tal, mas eu mesmo, nada emito de opinião.
Aliás, que fique bem claro também o movimento que venho tentando fazer de limitar minhas opiniões midiáticas friburguesas aos assuntos que eu acredito que possa falar como sociólogo, o resto passa a ser opinião cidadã, não que não seja válida, mas não acho justo que coloque minha identificação como sociólogo. Por que isso?
Para não parecer que um sociólogo pode falar sobre tudo como se fosse um especialista em sociedade, um genérico. Sinto que isso aconteceu durante algum tempo comigo, entre 2006 e 2007, aqui em Nova Friburgo.
Apesar da maioria das entrevistas que concedi desta forma terem sido sobre assuntos como segurança pública e meio ambiente, algumas versavam sobre aspectos de cunho político-eleitoral, os quais não pretendo dominar, de forma alguma. Felizmente foram poucas e não ocorrem mais. Entretanto, já recusei falar sobre o Haloween e mais recentemente sobre um decreto de lei sobre responsabilidade na ordenação de despesa, ou seja, assuntos que não tenho condições de falar como sociólogo, principalmente porque as entrevistas normalmente são "para ontem", logo, nem uma pesquisinha no Google rola...
Atualmente, nem sobre segurança pública me proponho a falar enquanto sociólogo. E sobre o que me sinto a vontade de falar?
No momento, sobre consumo, meio ambiente, ação política, só! Não, isso tudo!
O objetivo não é me alongar...mas aumentar a freqüência! Até a próxima!
Daí a vontade de mudar a carinha do blog, sei lá, tava me sentindo enclasurado no fundo azul escuro do formato anterior, daí me propus a gastar algum tempo com isso.
Outra coisa, este é um espaço para falar de mim. Vez em quando encontrarão alguma análise mais profunda sobre a sociedade, mais provável que de Nova Friburgo. Estou muito distante da atual crise badalada pela mídia, como não tenho lido muito jornal ou mesmo assistido ao noticiário, estou realmente bem por fora, a não ser quando ouço algum colega comentar e tal, mas eu mesmo, nada emito de opinião.
Aliás, que fique bem claro também o movimento que venho tentando fazer de limitar minhas opiniões midiáticas friburguesas aos assuntos que eu acredito que possa falar como sociólogo, o resto passa a ser opinião cidadã, não que não seja válida, mas não acho justo que coloque minha identificação como sociólogo. Por que isso?
Para não parecer que um sociólogo pode falar sobre tudo como se fosse um especialista em sociedade, um genérico. Sinto que isso aconteceu durante algum tempo comigo, entre 2006 e 2007, aqui em Nova Friburgo.
Apesar da maioria das entrevistas que concedi desta forma terem sido sobre assuntos como segurança pública e meio ambiente, algumas versavam sobre aspectos de cunho político-eleitoral, os quais não pretendo dominar, de forma alguma. Felizmente foram poucas e não ocorrem mais. Entretanto, já recusei falar sobre o Haloween e mais recentemente sobre um decreto de lei sobre responsabilidade na ordenação de despesa, ou seja, assuntos que não tenho condições de falar como sociólogo, principalmente porque as entrevistas normalmente são "para ontem", logo, nem uma pesquisinha no Google rola...
Atualmente, nem sobre segurança pública me proponho a falar enquanto sociólogo. E sobre o que me sinto a vontade de falar?
No momento, sobre consumo, meio ambiente, ação política, só! Não, isso tudo!
O objetivo não é me alongar...mas aumentar a freqüência! Até a próxima!
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